Meu primeiro vídeo tutorial!

Essa semana já começou bem diferente: publiquei o meu primeiro vídeo tutorial! E não estou falando somente de um formato, em tempos de crise, quando não é aconselhável sair ou convidar algum/a parceiro/a para gravar em casa por conta da pandemia, eu mesma tive que dar as caras no projeto. Apesar da extrema vergonha, como faz parte dos trabalhos que ando desenvolvendo com o Núcleo Estadual de Educação de Jovens e Adultos e Cultura Popular - NEEJA, nao pude negar!


Afinal, os/as professores/as andam bem atribulados/as com uma série de mudanças drásticas em seu ofício: para quem estava sempre acompanhado/a de muitos/as estudantes, agora se vê atrás de uma tela de computador, quebrando a cabeça para assimilar o funcionamento de todas essas novas plataformas que têm surgido. Além de todos os problemas que a categoria já sofre (como salários baixos, falta de tempo para outras dimensões da sua vida ou para expandir a sua profissão de forma adequada, etc) agora ela precisa também aprender a digitalizar completamente a sua prática pedagógica. E aprender rápido, aprender agora.


Os/as pesquisadores/as da educação estão enfrentando essa reviravolta, buscando formas de não parar todos os seus projetos educativos, muito menos deixar à deriva milhares de alunos/as nas escolas públicas. Seguramente, a alternativa encontrada a principio, a do Ensino Remoto (ER), não é a ideal - já que o acesso à internet pode ser elemento corriqueiro na vida de muitos/as, mas não de todos/as.


A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad Contínua TIC) de 2018, divulgada no dia 29/04/2020 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que uma em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à internet. Isso significa cerca de 46 milhões de brasileiros/as fora da rede. Para quem anda criticando a atuação desses profissionais diante do isolamento social imposto para a segurança de todos/as, esquece que tal disparidade socioeconômica já apresentava esses números há muito tempo e para os/as professores/as da rede publica, na linha de frente da educaçao, isso não é uma novidade.


Para a parte do público atendido, com acesso a internet, não podemos esquecer também dos/as estudantes do Ensino Infantil e do EJA (Educação para Jovens e Adultos) - este último, composto por pessoas que, em grande parte, não possuem familiaridade com a tecnologia, até mesmo por falta de tempo - outras duas grandes lacunas que tal estrategia tem pela frente.


Assim, a solução eleita para suavizar o impacto negativo na educação durante a pandemia de forma nenhuma contempla a nossa demanda real. Entretanto, enquanto o número de infectados/as no nosso país não declina e não encontramos alternativas ideais, precisamos trabalhar com as ferramentas que estão ao nosso alcance. No meu caso, depois de criar uma plataforma da maneira mais simples possível que pude imaginar, que garantisse a continuidade dos estudos do público do EJA do Rio Grande, a ideia foi criar um vídeo tutorial que desmistificasse ainda mais o acesso para esse grupo.


E o resultado está aí! Feito com o meu celular mesmo, e uma rápida edição, mas com muito carinho:


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